Sex, 13 de Janeiro de 2012 11:06

Cigarrinhas das pastagens no milho, déficit hídrico e adubação

Escrito pela  Sara
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No mês de dezembro foram verificados vários casos de ataque de cigarrinha das pastagens, tanto nas pastagens de branquearia como em lavouras de milho que estão no sistema de cultivo adotando o plantio direto. No caso do milho no sistema de plantio direto, as cigarrinhas que estavam atacando a branquearia, ao verem esta secar pelo uso de herbicidas, estão atacando o milho. Os ataques de um modo geral estão localizados em algumas áreas de atuação da Coopervass como: São Gonçalo do Sapucaí, Douradinho, Silvianopólis, Três Corações e Turvolândia.
Outro ponto que o boletim técnico aborda este mês novamente é a respeito do déficit hídrico de nossa região, conforme dados da Fundação Procafé de Varginha, ainda no mês de novembro registramos um déficit de 52 mm o que não é normal em nossa região. Segundo dados desta mesma instituição no mês de novembro, o volume de chuvas foi 39,11% menor do que o normal.
Vale ressaltar que o volume de chuvas tem sido concentradas e desuniformes. Vários produtores que estão utilizando adubos formulados com uréia comum, estão adubando suas lavouras com teor baixo de umidade no solo o que pode causar perdas de até 60% do nitrogênio por volatilização. A volatilização é um fenômeno que ocorre quando a uréia em estágio sólido passa para forma gasosa,  indo para a atmosfera, não ficando disponível para as plantas. Desta forma a eficiência das adubações é reduzida e podem aparecer deficiências  de nitrogênio nas plantas. Para se evitar este quadro, existem duas possibilidades: a primeira é só adubar com o solo úmido e quando este começar a secar, interromper imediatamente a adubação.  A segunda possibilidade é a utilização de fórmulas que utilizem uréia protegida, que confere até 15 dias de proteção deste elemento contra a volatilização. A segunda possibilidade é possível, pois as empresas fabricantes de fertilizantes misturam  um composto químico que protege a uréia e que se degrada após a ocorrência de chuva, com isto reduzindo as perdas por volatilização. Nos 15 dias após este período, os compostos químicos que protegem a uréia começam a degradar e pode começar a ocorrer a indesejável reação química, que atrapalha e muito a adubação das lavouras. Para lavouras anuais, existe uma terceira possibilidade que é a incorporação da uréia no solo. 
Para maiores esclarecimentos procurem o departamento técnico da Coopervass.
Departamento Técnico Agronômico Coopervass

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